11.11.08

Brilho eterno de uma mente sem lembranças





Do dia 22 de outubro, na globo.com:
Pesquisadores conseguem apagar seletivamente memórias de roedores: Camundongos transgênicos tiveram memórias específicas deletadas.
Aos interessados:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL832311-5603,00-PESQUISADORES+CONSEGUEM+APAGAR+SELETIVAMENTE+MEMORIAS+DE+ROEDORES.html.
E viva o esquecimento!

10.11.08

Remember Ring!





Esse anel foi projetado para lembrar as datas mais importantes. No dia programado (na foto, 14 de julho de 2008), o anel envia, a cada hora, um sinal térmico: ele se aquece a uma temperatura de 120º durante 10 segundos. Não sei se isso é bastante para queimar o dedo ou se simplesmente gera um pequeno desconforto. Aos interessados, o design é da Galeria Goldsmith.

9.11.08

_Funes, o [des]memorioso ou _Tempos imemoriais

De Eric Hobsbawm, em Era dos extermos, o breve século XX, 1914-1991:
A destruição do passado - ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal à das gerações passadas - é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qulaquer relação orgânica com o passado da época em que vivem.

7.11.08

6.11.08

.+ Deleuze +.




A perda ou o esquecimento não são determinações que devem ser superadas; ao contrário, elas se referem à natureza objetiva da lembrança, ou seja, daquilo que, uma vez perdido, recuperamos do coração do esquecimento.
DELEUZE, Gilles. Difference and repetition. Trad. P. Patton. Londres: Continuun Press, 1994. p. 102.

5.11.08

.-.-.garrafa.-.-.bottle.-.-.

A palavra garrafa não vem do latim, mas do árabe ghurruf, ou talvez do persa qarabah.
A palavra bottle, que se incorporou ao inglês através do fancês antigo boteille, vem do latim medieval butticula, diminitivo de buttis, que significa barril.

Google it!

O google apresenta cerca de dois milhões, oitocentos e noventa mil registros que contêm a expressão in the bottle. Além daqueles mais óbvios - uma mensagem, um gênio, um diabrete, um navio em miniatura, água, tequila, vodca e toda sorte de bebidas - as garrafas no google também abrigam conteúdos inusitados: um homem, uma mulher, um gato, garotos, vermes, suplementos vitamínicos, o Guinness Book, cigarros, ervas medicinais, o Napster, nuvens, um filhote de dragão, luz, um tornado, um romance chinês, o tempo, ovos, drogas, planetas, um buraco, a beleza, a lua, o fantasma de Santo Agostinho.

4.11.08

Diálogo













"Speak-er", por Sherwood Forlee.

The memory is in the bottle

Segundo Deleuze, não se deve pensar a passagem do tempo como uma série real que opera de um presente a outro, ou seja, como uma linha que parte do momento atual para alcançar um presente anteriormente dado, que assume o papel de origem ou término, dependendo de que se caminhe em direção ao passado ou ao futuro, e que atua, por esse motivo, como um ponto de atração. Deleuze propõe que se pense a passagem do tempo como implicada em uma coexistência virtual da percepção e da memória, bem como das diferentes séries de presentes que se formam em função de cada uma delas.
A referência é: DELEUZE, Gilles. Difference and repetition. Trad. P. Patton. Londres: Continuun Press, 1994. p. 104-105.

3.11.08

Meat Water ... in the bottle...




Isto é incrível!

To have Meatballs requires neither meat nor balls. It is an attitude. It says that we will live our lives without fear and we will live those lives to the fullest. Would you rather have itsy bitsy Swedish balls, perfect sized Italian or large, snappy, steamy German ones? - it’s up to you - but you're sippin', Babe.

Message in a Bottle

Sending Messages Into Outer Space Has Changed Since Voyager's Day.

"
The Voyagers carried 12-inch, gold-plated copper phonograph records containing 115 images and a wealth of sounds: snippets of the natural world, songs (including an Indian raga, a Navajo chant, Bach, Mozart and "Johnny B. Goode"), spoken greetings in 55 languages, and printed messages from President Carter and (oops) U.N. Secretary General Kurt Waldheim. The record came with a cartridge and phonograph needle, and its cover includes visual instructions about how to make a record player."

Agradecimento especial à Luciana pela mensagem, genial!

2.11.08

Mil e uma noites

És como Sherazade:
Se não contares uma história fascinante,
Morrerás pela manhã.

30.10.08

Salão principal do Hotel - Memória?


Berlin, Potsdamer Platz.

Memória - Kunsthaus Tachelles



Quantas camadas possíveis?

Berlin, Oranienburger Strasse, 54-56

www.tacheles.de

29.10.08

Do tempo

Duas postagens quase simultâneas... Não é fantástico, Funes? Chego a pensar se não te dividiste em dois, como se diante do espelho deleuzeano. Ou, quem sabe, o que é bem mais provável, em três.

Contemporâneo? Pós-Moderno? Que raios é essa condição nossa...?


"O fechamento da representação, que repercute na crítica do sujeito, e de tudo que decorre daí, é o tema recorrente do trabalho moderno. No entanto, aquilo que as designações pós-moderno e contemporâneo recobrem ainda implicam a reativação dos dispositivos e referências modernas, não, contudo, a sua restauração. Então, nesta situação, em que o funcionamento dos elementos constitutivos da modernidade cultural - o indivíduo, o mercado, a tecnociência - foram radicalizados, hiperconcentrados, como é possível produzir dissonâncias, resistências, intervenções, ao estado das coisas? Pois "a cena contemporânea" é sintomática: paradoxalmente, combina a supressão de limites com a demanda por normas, a funcionalidade exacerbada e comportamentos mágicos, a diversidade e a busca por identidades. Isto ainda configura uma "derradeira possibilidade, senão de uma representação, pelo menos de uma dramaturgia simbólica" .
Finalmente. O que se está tentando configurar aqui, é uma espécie de "investigação", algo em curso, sugerido como uma abertura a outras posições, enunciadas nesta enunciação claudicante. Rigorosamente falando, aqui não se determina um conhecimento; ao contrário, decepciona-se exigência de conhecimento. Aqui comparecem restos de um esforço de conhecimento. Mas estes restos são motivados e mobilizados por necessidades e paixões; por isso surgem como acontecimento. Avançamos por tentativas, empurrados por um encadeamento aberto, em que o já pensado volta como impensado, sob o estímulo de alguma singularidade que se manifesta fortuitamente. Pois os pensamentos, diz Lyotard, são nuvens."

FAVARETTO, C. F. . 'Entre o Moderno e o Contemporâneo.' Tempo & Memória, São Paulo, v. 4, p. 49-66, 2005.

Palestra pra lá de afetuosa, no sentido deleuzeano...
A quem interessar, vale ler o texto completo, disponível em:

http://cursos.unisanta.br/artes/artigos/beatriz/artbeatriz6.htm